sexta-feira, 7 de agosto de 2020

EDMILSON ALVES É EMPOSSADO VEREADOR EM BERTÓPOLIS

 Edmilson Alves-Milsin, concorreu ao cargo de vereador na Cidade de Bertópolis em 2016 e obteve 109 votos, ficando com a primeira suplência da coligação.

Com a vacância ocorrida na Câmara Municipal de Bertópolis no mês de julho/2020, a vaga seria naturalmente de Milsin. Ele aguardou ser chamado para ser devidamente empossado no cargo. Mas, por uma tramoia, um jogo sujo e covarde, a Presidência da casa armou o circo para dar posse ao segundo suplente. Ao saber dessa informação, Milsin recorreu à justiça para fazer valer seu direito.De pronto, o Juiz atendeu seu pleito, determinando ao Presidente da Câmara, Valdionor Ramalho-Dô, a posse de Edmilson Alves, primeiro suplente, no prazo de 48 horas, sob as penas da lei.

E, para cumprir fielmente a determinação do Juiz, o Presidente Valdionor, convocou uma seção extraordinária, para o dia 04 de agosto às 8 horas da manhã. E assim foi feito, e o Edmilson Alves-Milsin se tornou vereador de fato, para cumprir o mandato até dezembro de 2020.

Eis o discurso proferido pelo Vereador Edmilson Alves, no ato de sua posse: 

"Nobres colegas, ...

É com imenso prazer, que volto à esta casa legislativa na condição de Vereador, tendo sido empossado nesta data, sendo o primeiro suplente e com o direito garantido pela justiça, em substituição ao meu colega Estevão, In Memoria. É deveras triste. Desde já, estendo os meus mais elevados sentimentos à família de Estevão e peço 1 minuto de silêncio em respeito ao seu falecimento.

Ao voltar a esta casa, quero reafirmar o meu compromisso com o povo de Bertópolis e com os eleitores que me depositaram a sua confiança, que farei o possível e o impossível para não decepcioná-los.

Além da formalidade aqui prestada no meu juramento, podem ter certeza que serei um Vereador combativo aos casos de desvio dos recursos públicos. Serei combativo no uso da máquina pública para atender interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos.

Vivemos momentos de mudanças. Vivemos momentos totalmente estranhos aos tempos vividos anteriormente. Vivemos uma pandemia que assusta o mundo e tem ceifado milhares de vidas.

Junto a vocês, meus colegas, reafirmo a independência dos poderes e peço juízo aqueles que se curvam diante das falsas promessas. O povo sabe julgar. O povo saberá julgar muito bem.  Pense nisso!

Creio na justiça e sou confiante de que o bem sempre vencerá o mal. Assim sendo, agradeço ao carinho de todos que estiveram e estão comigo nesta e em tantas outras caminhadas. Obrigado meu povo querido.

Obrigado Bertópolis, cidade que tanto amo.

Que todos tenham um excelente dia!

Edmilson Alves - Vereador - PSDB 45  

O jogo sujo não terminou com a posse. Várias reuniões foram realizadas em portas fechadas da Prefeitura no gabinete oficial, onde as tratativas foram para tentar de todas as formas, tomar o cargo do Vereador empossado. Este jogo espúrio entre o executivo e o legislativo, culminou com um agravo de instrumento impetrado pela Câmara Municipal de Bertópolis na pessoa do Presidente, patrocinado de forma obscura e com interesses mais obscuros ainda. O mesmo Presidente disse em plenário, que a Câmara não dispõe de dinheiro para ter um jurídico, e ao mesmo tempo, se ajoelha diante do executivo local para defender interesses estranhos. Ele ainda disse mais: "a nossa Lei Orgânica está ultrapassada... "

Abaixo, agravo de instrumento impetrado pelo Presidente da Câmara:

NÚMERO TJMG 1.0000.20.485107-5/001

NUMERAÇÃO ÚNICA: 4851083-19.2020.8.13.0000


LEGISLATIVO SUBMISSO AO EXECUTIVO = Mistura explosiva.     "As prisões do Prefeito Municipal, do Secretário Municipal e de 7 (sete) Vereadores, bem como o afastamento para o exercício dos respectivos cargos, decorrem de pedido formulado pelo Ministério Público em face do Chefe do Executivo de Ladário, Carlos Anibal Ruso Pedroso, do atual Secretário Municipal de Educação e de membros da Câmara Municipal, para garantia da ordem pública, por suposta prática dos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, previstos no Código Penal, em razão da existência de elementos acerca de conluio entre o legislativo e executivo de Ladário, em esquema popularmente conhecido como “mensalinho”.


  

  

  

 

  

 

 

 









segunda-feira, 3 de agosto de 2020

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BERTÓPOLIS NEGA POSSE DE SUPLENTE.

                                                 

                              Com a vacância pela morte do Vereador Estevão Ribeiro de Souza em 17.07.2020, a Câmara de Vereadores, seguindo seus normativos internos e leis vigentes, deveria no prazo de 48 horas, providenciar a posse do primeiro suplente diplomado na última eleição. Numa manobra sórdida, o Presidente da Câmara, Vereador Valdionor Ramalho–Dô, se articulou com o chefe do executivo local e alguns vereadores e pretendiam passar por cima das normas, para dar posse ao segundo suplente. Ao tomar conhecimento dos fatos, o primeiro suplente Edmilson Alves acionou o Presidente da Câmara com um requerimento no dia 20.07.2020, para que ele providenciasse a sua posse. Acontece que o Presidente Dô, sequer respondeu ou deu qualquer importância ao pedido com a intenção de ganhar tempo. A trama macabra teria seu desfecho final no dia 31.07.2020, dia da reunião ordinária da Câmara, onde o circo estava armado para dar posse ao segundo suplente. Ao tomar ciência desses fatos o primeiro suplente Edmilson Silva, recorreu à justiça e impetrou um mandado de segurança para fazer valer seus direitos. O juiz da Comarca de Aguas Formosas deferiu liminarmente em favor de Edmilson Silva dia 30.07.2020 e determinou ao Presidente da Câmara de Vereadores, a posse dele no prazo de 48 horas. 

O Juiz assim decidiu: “ No que diz respeito ao perigo da demora, este é evidente, na medida em que o impetrante encontra-se impedido de exercer o cargo de vereador, em que pese tenha sido diplomado como suplente, de tal sorte que a inércia da autoridade impetrante em realizar a nomeação afigura-se, em princípio, ilegítima e ilegal(grifo nosso). Assim sendo, com fundamento na Lei 12.016/2008, DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA, para determinar que a autoridade coatora convoque e dê posse ao impetrante, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, nos termos do art. 62 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Bertópolis, sob pena de configurar crime de desobediência, sem prejuízo de outras medidas judiciais cabíveis.

Intime-se a autoridade coatora da liminar, COM URGÊNCIA.”  

Assim sendo e para fazer valer o cumprimento da ordem judicial, o oficial de justiça chegou em Bertópolis no dia 31.07.2020 às 9 horas da manhã. Dirigiu-se ao prédio da câmara com a finalidade de dar conhecimento ao Presidente da decisão judicial. Ao ser informado que o oficial estava à sua caça, O Presidente Dô evadiu-se da câmara, deixou seu carro estacionado numa rua paralela à Prefeitura e não realizou a reunião que estava prevista. O oficial de justiça ficou na cidade até às 18 horas aguardando a sua presença, sem sucesso.

Mas, a justiça não dorme om olhos dos outros, e hoje bem cedinho, no raiar do dia, sol se abrindo ainda, eis que a justiça se desloca até a fazenda do Vereador Dô, e o pega de surpresa, fazendo tomar conhecimento da ordem judicial, dando a sua respectiva ciência.

Que papelão né Senhor Presidente da Câmara? Será que seus eleitores irão coadunar com o desrespeito que V. Sa praticou contra a Justiça? ISTO FOI UMA VERGONHA!!!


A imagem pode conter: 1 pessoa, texto que diz "PROCURA-SE! DÔ PRESIDENTE DA CÂMARA MUN DE BERTÓPOLIS Fugiu da Justiça para não receber uma Ordem Judicial. DESAPARECIDO DESDE ÀS 10 HS DA MANHĂ DO DIA 31-07-2020"
oficial de justiça da Comarca de Águas Formosas

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Tribunal de Contas vê falhas na arrecadação de impostos e vai auditar cidades mineiras.


Tribunal de Contas vê falhas na arrecadação de impostos e vai auditar cidades mineiras

Presidente Cláudio Terrão destaca despreparo dos municípios e problematiza que ineficiência gera maior dependência de repasses da União e dos estados.


Por Flávia Cristini e Patrícia Fiúza, G1 MG e TV Globo — Belo Horizonte



Cidade de Bertópolis, Foto: Quequeu Viana/Arquivo pessoal



Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) aponta irregularidades na arrecadação de impostos em municípios mineiros, sobretudo em pequenas cidades. Segundo o tribunal, há ineficiência na cobrança por causa de isenções e renúncias fiscais indevidas, o que gera maior dependência de repasses vindos dos governos estadual e federal.


“A palavra é desconhecimento”, disse o presidente do tribunal, Cláudio Terrão, destacando que o despreparo de prefeitos é uma das principais causas. Abaixo, o G1 lista dados informados pelo TCE, explica pontos do diagnóstico, repercute com as cidades e ouve um especialista sobre a legislação.



Conforme o levantamento do TCE-MG, há munícipios com arrecadação zero de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis referente ao ano de 2016. São elas: Senador Cortes, na Zona da Mata; Santa Rosa da Serra, no Alto Paranaíba; e Juramento, no Norte.


O levantamento também apontou que, em 568 dos 853 municípios, a receita proveniente de transferências da União e do estado correspondeu a mais de 80% do total arrecadado entre 2013 e 2016. As informações são declaradas pelos municípios. Para fazer o diagnóstico, o tribunal comparou o montante arrecadado por meio de tributos municipais com o valor transferido.


Há casos em que a receita vinda de fora ultrapassa 90% do total arrecadado no período. São 163 cidades que arrecadaram bem pouco em impostos municipais, dentre as quais se destacam:


Percentual de dependência dos repasses da União e do estado:



Bertópolis (Vale do Mucuri): 96,94%;
Grupiara (Alto Paranaíba): 96,49%;
Conceição de Ipanema (Rio Doce): 96,30%;
Chalé (Zona da Mata): 96,34%;
Sardoá (Rio Doce): 95,77%.




Outro dado informado refere-se ao período de 2016, no qual 75 das 853 cidades mineiras arrecadaram menos de R$ 5 mil com o IPTU. Também em 2016, a receita arrecadada com todos os impostos não ultrapassou 70% da estimada inicialmente em 114 do total de municípios mineiros. O ranking completo de qual cidade está melhor ou pior em políticas arrecadatórias não foi divulgado.




“O mais elementar que nós encontramos nisso tudo foi realmente o desconhecimento, o despreparo do gestor público no que diz respeito à capacidade de arrecadar", disse Terrão.




“O mais elementar que nós encontramos nisso tudo foi realmente o desconhecimento, o despreparo do gestor público no que diz respeito à capacidade de arrecadar, de instituir uma política de arrecadação, uma política fiscal. Isso realmente foi impactante ”, disse o presidente do TCE-MG, Cláudio Terrão.


De acordo com o TCE-MG, a finalidade do projeto não é aumentar alíquotas de tributos e sim entender as razões da ineficiência para implementar um modelo de cobrança.


Após o diagnóstico, o próximo passo será uma auditória, que começa em agosto. O trabalho de campo será feito em 14 cidades para analisar as particularidades de cada administração (veja a lista mais abaixo) e propor um trabalho de cooperação.


Técnicos do tribunal vão até os municípios com a proposta de aprofundar o diagnóstico e entender as causas da ineficiência. Eles vão avaliar, por exemplo, se as cidades possuem Código Tributário, Secretária de Finanças estruturada, se promovem concurso público para o cargo de auditor fiscal, se fazem o lançamento anual do IPTU e a forma de cobrança da dívida em caso de não pagamento.



De acordo com o tribunal, são duas por região, sendo uma com a arrecadação fraca e outra com melhor resultado. A justificativa é que a metodologia permite a comparação de dados entre cidades com o mesmo contexto regional, o que vai facilitar a troca de boas práticas.


Sem a devida arrecadação, serviços básicos podem ser prejudicados.


“Como é que os municípios podem atender as demandas sociais, prestar os serviços adequados, educação, saúde, segurança se eles não conseguem captar os seus recursos próprios, se eles não têm uma infraestrutura, um planejamento político-administrativa fiscal adequado”, questiona o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.




Metas e ajustamento




A partir da auditoria, o tribunal vai apontar os problemas encontrados e firmar com os prefeitos um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) para que o gestor público faça as correções até 2020, fim do mandato. Algumas metas vão ser definidas em prazo menor com o acompanhamento de um técnico do tribunal. O descumprimento está sujeito a punições, como multa para o gestor e não para o município.



Ainda conforme do TCE, as informações levantadas podem ainda influenciar na análise da prestação de contas anual do prefeito, que é definida na Constituição do Estado e na Lei Orgânica do Tribunal de Contas.



“O que nós vamos fazer agora é, de alguma maneira, colaborar com eles [prefeitos e municípios]. Primeiro numa linha pedagógica, auxiliando a estruturar as suas áreas de arrecadação de receitas", disse o presidente do TCE-MG.




“O que nós vamos fazer agora é, de alguma maneira, colaborar com eles [prefeitos e municípios]. Primeiro numa linha pedagógica, auxiliando a estruturar as suas áreas de arrecadação de receitas. Este diagnóstico espelhou um problema sério em relação aos municípios mineiros. São falhas e irregularidades. Até porque se pode até dizer ilegalidades porque afronta o artigo 11 e muitas vezes o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o presidente do TCE-MG, Cláudio Terrão.


A preocupação em relação às receitas dos municípios é uma novidade na atuação do tribunal, voltado para análise das despesas públicas, sendo este o primeiro levantamento. “A partir do momento que houve esta crise econômica, o problema ficou evidente porque se destacou ainda mais a dependência dos municípios destas entidades regionais, no caso, os estados, e da entidade central, que é a União”, explicou Terrão.





Legislação




De acordo com um especialista em direito público ouvido pelo G1, toda cidade deve estabelecer as regras fiscais. “Todo município tem que ter um Código Tributário Municipal fixando as regras para a cobrança dos tributos de sua competência, fixando as alíquotas e a forma de cobrança, exercendo sua autonomia”, disse o advogado Flávio Bozon.


Há previsão legal de isenção justificada. “Segundo determina a Lei de Responsabilidade Fiscal é possível sim a renúncia de receitas, mas ela tem que vir antecipada por um estudo do impacto e pela indicação de outra fonte de custeio para por ventura suprir a receita do qual o ente está abrindo mão”, explicou.


Bozon ressalta que, como a União arrecada a maior parte dos tributos, haverá dependência dos municípios, contudo, este não pode se eximir de deveres. “Ainda que baixa ou reduzida a arrecadação dos tributos, era dever do ente municipal promover a cobrança”, disse ao comentar casos em que não houve recolhimento.




Zero ou pouca arrecadação




O G1 procurou as cidades citadas no levantamento do TCE-MG.


A Prefeitura de Senador Cortes afirmou que, em 2016, arrecadou R$ 52.343,43 com o IPTU, conforme levantamento do Setor de Arrecadação Fazendária. A cidade consta no diagnóstico do TCE-MG entre as cidades que declararam arrecadação zero.



A reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura de Santa Rosa da Serra e aguarda retorno da Prefeitura de Juramento.


Em relação à baixa arrecadação interna, o município de Conceição de Ipanema informou que 10% da população paga o IPTU. Segundo o diretor de Tributos e Patrimônio, Alex da Mata, nas gestões anteriores, o valor foi fixado em R$ 70 para qualquer imóvel, sendo o pagamento espontâneo e os devedores não foram inscritos em dívida ativa.


Ele afirma que a forma de cobrança está sendo restruturada, e um trabalho de medição em andamento será concluído ainda em julho. Há também cobrança de ITBI, alvarás e licenças, Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), que geram pouca receita.


Em Grupiara, os valores são bem defasados, de acordo com o controlador interno, Marcos Ribeiro. Segundo ele, é feita uma cobrança mínima da população, pois a maioria recebe salário mínimo, e um aumento poderia comprometer a renda. O município informou que, em 2016, arrecadou R$ 10.283,06 com IPTU. A cidade não tem comércio forte e nem indústria instalada, o que inviabiliza outras arrecadações.


A Prefeitura de Bertópolis afirmou que, em 2016, arrecadou apenas R$ 644,57 com o IPTU e justificou que o Código Tributário e o cadastro imobiliário do município estão defasados. Como os devedores não são incluídos em dívida ativa, não há preocupação de contribuintes com a inadimplência. Além disso, informou que há áreas sem legalização e recolhimento de impostos.


Ainda a segundo a administração municipal, a situação contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal e, desde o início da atual gestão, estão sendo adotadas medidas como regularização de imóveis urbanos, readequação de normas fiscais e modernização do banco de dados de contribuintes.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

REVOLTADOS COM MÁ ADMINISTRAÇÃO MORADORES BOTAM FOGO EM PONTE NO MUNICÍPIO DE BERTÓPOLIS

ANTES QUE VIRE UMA OBRA ELEITOREIRA, O POVO RESOLVEU DAR A SUA AJUDA E CONTRIBUIU FAZENDO A DEMOLIÇÃO DA PONTE. Veja o vídeo...


Revoltados com descaso, moradores ateiam fogo em ponte na área rural entre Itanhém e Bertópolis




[Revoltados com descaso, moradores ateiam fogo em ponte na área rural entre Itanhém e Bertópolis ]
19/01/2020 17h29  Em: 31º Arraiá do Água Fria comentários
Arevolta popular aconteceu, segundo informações,  na tarde deste sábado, (18) na área rural entre Itanhém e Bertópolis. O motivo seria as condições deploráveis de funcionamento  da ponte  sobre o rio Umburana, na comunidade de Beira de Umburana, divisa entre os municípios de Bertópolis-MG, e o município de  Itanhém, na Bahia.
A ponte, que estava para cair a qualquer momento, estava  levando motoristas e moradores a temerem por uma tragédia iminente. Segundo publicações, os moradores já vinham há algum tempo procurando as prefeituras dos dois municípios, no sentido de tomarem providencias, mas foram, até o momento, ignorados tanto pela prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro, quanto pelo prefeito de Bertópolis, Ângelo Rossi Depolo.

Revoltados com descaso, moradores ateiam fogo em ponte na área rural entre Itanhém e Bertópolis
“Tem mais de sessenta dias que está quebrada. Interditada. A população já filmou antes, reivindicou, foi nas prefeituras e nada foi feito. Nem as estradas sequer patrolaram. Aí está uma revolta popular que acabou indo e incendiando o resto da ponte!”, disse um morador da região, que preferiu ficar no anonimato.

Em um vídeo mais antigo, uma moradora aparece expondo sua revolta e fazendo um apelo aos gestores: 

Após toda estrutura ter sido destruída pelo fogo, um outro morador da região também reivindicou providências aos dois gestores:  “Minhas filhas precisam passar aqui todo dia. Logo que a população colocou fogo na ponte, eu preciso com urgência que o prefeito de Bertópolis e a de Itanhém façam essa ponte para nós. Nós vamos ficar desse jeito aí? E na hora que o córrego encher ? eu vou ficar com fome do lado da Bahia!? Toma providência aí pra nós, prefeitos”,  
A situação se agrava ainda mais, pois a ponte era usada para o transporte de alunos do município de Itanhém que, pela menor distância, estudam em Bertópolis.
A expectativa é de que, agora que a passagem está destruída completamente, as autoridades tomem providências sobre o fato. Enquanto a situação se degrada, a procura pelos responsáveis continua.

Por: Jan Santos/MDD

Fonte: Medeirosdiadia

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

BERTÓPOLIS E A FARRA DAS DIÁRIAS. Acorda povo...


A atual administração da cidade de Bertópolis vem cometendo possíveis abusos em relação aos gastos com Diárias e a sua correta aplicação/destino. É importante esclarecer,  que as diárias servem para cobrir as despesas do funcionário quando em deslocamento para outra localidade, para tratar de interesses do município ou a serviço dele.
Pelos levantamentos que fizemos junto ao Portal de Transparência do Município, há forte indícios que existe algo de errado nos gastos com as diárias. Os valores recebidos pelo Prefeito e pela Chefe de Gabinete, que é a esposa do Prefeito, beiram o absurdo. Para tanto, fizemos a planilha abaixo, onde estão demonstrados estes gastos mensais e a sua totalização anual.

Lembramos que na gestão da coisa pública, o gestor tem que observar os preceitos da boa Administração Pública, conforme enumerados no art. 37 da nossa Constituição Federal, onde são estabelecidos como princípios indispensáveis: a Legalidade, a Impessoalidade, a MORALIDADE, a Publicidade e a Eficiência.

Transcrevo trecho de recomendações da ADPMNET:
"Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na administração particular é licito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza. A lei para o particular significa pode fazer assim. Para o administrador público deve fazer assim.
Neste sentido, para atendermos a legalidade das despesas com viagens necessitamos da edição de lei. O controle dos gastos e da moralidade administrativa nas entidades públicas constitui uma preocupação comum à coletividade e ao governo. Esse tema tem crescido de importância nos últimos anos, sobretudo em face da exigida transparência das despesas públicas.
O desrespeito à forma legal constitui vício de forma, que pode acarretar a invalidação do ato administrativo pela própria administração pública.
A velocidade e o volume com que as informações são difundidas não permitem, muitas vezes, que sejam analisadas de modo devido. As diárias determinadas pela Lei 4.320/64, trazem em seu bojo diversas exigências não tão novas, porque antes não observadas, como por exemplo, a exigência necessária de lei para sua regularização.
PROJETO DE LEI Nº _____/20xx.
Dispõe sobre viagem a serviço e concessão de diária a servidor dos órgãos da administração pública direta e dá outras providências.
 - Cabe ao Secretario Municipal de Administração examinar a prestação de contas e seus documentos, rejeitando os que não observarem as disposições determinadas nesta Lei.
 - As despesas de viagens do Prefeito e do Vice-Prefeito serão pagas com a adoção de um destes critérios:
- pelos valores correspondentes ao Anexo I desta Lei;
– pelo sistema de indenização dos valores gastos, mediante apresentação dos documentos legais comprobatórios de sua realização;
- pelo regime de adiantamento, tendo por base a previsão de despesas;
- por meio de utilização do contrato com agência de viagem.
Fonte:Adpmnet

Nesta planilha abaixo, estão listados os valores gastos pelo Prefeito e pela Chefe de Gabinete(*): 







DESPESAS COM DIÁRIAS - PREFEITURA MUNICIPAL DE BERTÓPOLIS
DIÁRIAS DO PREFEITO E DA PRIMEIRA DAMA - ANO DE 2017 R$
jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17
ARISTIDES 6.242,00 0,00 17.250,00 13.950,10 4.600,00 9.202,30 7.611,49 4.600,00 2.572,00 11.297,51 16.024,00 2.076,00 95.425,40
AURORA 1.570,00 0,00 2.730,01 4.300,00 1.200,00 1.716,00 2.350,00 3.100,00 0,00 1.786,00 0 0,00 18.752,01
TOTAL 7.812,00 0,00 19.980,01 18.250,10 5.800,00 10.918,30 9.961,49 7.700,00 2.572,00 13.083,51 16.024,00 2.076,00 114.177,41
DIÁRIAS DO PREFEITO E DA PRIMEIRA DAMA - ANO DE 2018
jan/18 fev/18 mar/18 abr/18 mai/18 jun/18 jul/18 ago/18 set/18 out/18 nov/18 dez/18
ARISTIDES 7.550,00 5.200,00 10.850,00 19.260,00 21.790,00 18.000,00 16.650,00 10.896,50 6.000,00 5.200,00 19.234,00 10.568,00 151.198,50
AURORA 0,00 0,00 0,00 140,00 0,00 6.440,00 1.200,00 0 0,00 4.000,00 4.000,00 0,00 15.780,00
TOTAL 7.550,00 5.200,00 10.850,00 19.400,00 21.790,00 24.440,00 17.850,00 10.896,50 6.000,00 9.200,00 23.234,00 10.568,00 166.978,50
DIÁRIAS DO PREFEITO E DA PRIMEIRA DAMA - ANO DE 2019
jan/19 fev/19 mar/19 abr/19 mai/19 jun/19 jul/19 ago/19 set/19 out/19 nov/19 dez/19
ARISTIDES 3.350,00 8.460,00 0,00 9.236,00 20.736,00 0,00 11.000,00 0,00 8.450,00 5.148,00 0,00 0,00 66.380,00
AURORA 5.080,00 1.080,00 0,00 70,00 630,00 4.140,00 3.700,00 0 0,00 0 0 0,00 14.700,00
TOTAL 8.430,00 9.540,00 0,00 9.306,00 21.366,00 4.140,00 14.700,00 0,00 8.450,00 5.148,00 0,00 0,00 81.080,00
VALOR TOTAL DAS DIARIAS - ANOS: 2017 / 2018 / 2019 362.235,91
Fonte:https://www.bertopolis.mg.gov.br/portal/diarias/detalhes/


Constata-se, pelos levantamentos efetuados, que somando o valor mensal das diárias e salário, o Prefeito de Bertópolis, recebeu valores superiores a um Ministro do Supremo Tribunal Federal que é de R$33.763,00. 
A caracterização do engordamento de salários usando o artifício das diárias, tem gerando para diversas administrações municipais, ações de improbidade administrativa e cassação de mandatos. O Ministério Público com certeza irá vasculhar estas contas, cobrar explicações e tomar as medidas judiciais cabíveis. 
Como exemplo, destacamos o mês de maio/2018, onde o Prefeito recebeu o valor de R$21.790,00 em diárias e salário de R$14.579,10, perfazendo um recebimento total de R$36.369,10 (trinta e seis mil, trezentos sessenta e nove reais e dez centavos). Isto é uma vergonha!










FISCALIZANDO AS CONTAS - ALÔ POPULAÇÃO...

RECURSOS RECEBIDOS PELA PREFEITURA DE BERTÓPOLIS
Ano Mês  Valor              R$ Ano Mês Valor              R$ Ano Mês Valor                  R$
2017 janeiro 693.607,76 2018 janeiro 834.152,23 2019 janeiro 841.748,51
2017 fevereiro 699.615,90 2018 fevereiro 881.993,21 2019 fevereiro 955.042,62
2017 março 558.075,08 2018 março 633.860,71 2019 março 817.410,18
2017 abril 611.538,04 2018 abril 724.204,95 2019 abril 804.884,99
2017 maio 661.169,15 2018 maio 785.740,14 2019 maio 882.943,64
2017 junho 626.956,04 2018 junho 660.564,05 2019 junho 671.623,87
2017 julho 797.604,81 2018 julho 852.676,39 2019 julho 1.122.781,43
2017 agosto 487.782,45 2018 agosto 680.127,43 2019 agosto 620.052,48
2017 setembro 494.971,86 2018 setembro 583.535,67 2019 setembro 591.627,87
2017 outubro 581.479,13 2018 outubro 513.767,36 2019 outubro 582.864,63
2017 novembro 633.598,46 2018 novembro 613.449,70 2019 novembro 704.485,43
2017 dezembro 1.140.123,30 2018 dezembro 1.117.862,86 2019 dezembro 0
TOTAL 7.986.521,98 TOTAL 8.881.934,70 TOTAL 8.595.465,65
    TOTAL       GERAL RECEBIDO                                    R$ 25.463.922,33
Na planilha acima, estão listados os Recursos Financeiros Líquidos, recebidos pela Prefeitura de Bertópolis na atual administração. 
O Município recebeu até agora quase 26 milhões de reais. E fica sempre aquela pergunta: "Cadê o dinheiro que tava aqui? 
Para uma cidade que tem uma população de 4.503 habitantes (IBGE), isto corresponde a um investimento de quase R$5.800,00 per capta. 
Com estes valores recebidos, nada justifica a falta de atendimentos na área de saúde, a falta de medicamentos, a falta de cirurgias, falta de exames, a falta cuidados com a limpeza urbana, estradas, o pagamento justo dos salários dos servidores, a falta de pagamento aos fornecedores ( e tem muitos fornecedores nas cidades vizinhas que não fornecem mais, por falta de pagamentos), etc.

                             
  PROCESSO SELETIVO 01/2017 - A Farsa
Prefeitura de Bertópolis (MG) abre processo seletivo 01/2017


Elias Santos 27 de novembro de 2017 - 8:00

A Prefeitura Municipal de Bertópolis, Minas Gerais, estará recebendo, a partir da terça-feira (27), as inscrições para o processo seletivo Nº 001/2017, com vistas ao preenchimento de 78 vagas, distribuídas entre cargos níveis fundamental, médio e superior.
Por meio do concurso, são ofertados os cargos de Agente Comunitário de Saúde, Agente de Combate às Endemias, Assistente Social, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Arrecadação de Tributação, Auxiliar de Serviços Gerais, Enfermeiro, Gari, Médico Clínico ESF, Motorista, Odontólogo, Oficial de Administração, Operador de Motoniveladora, Operador de Retroescavadeira, Pedreiro, Recepcionista, Técnico de Enfermagem, Técnico de Segurança do Trabalho, Tratorista e Vigilante Sanitário.).


Após levantamentos e constatações de diversas irregularidades nas contratações de servidores e a evidência de diversos casos de nepotismo, o Ministério Público acionou o município de Bertópolis para a imediata regularização dos casos apurados e foi assinado pelo Prefeito um TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA-TAC com o Ministério Público, onde o Município se comprometia a realizar um Concurso Público para regularizar as contratações de servidores.
Para driblar a exigência do MP, a Prefeitura realizou um processo seletivo 01/2017 para o preenchimento de 78 vagas, onde foram cometidos os maiores absurdos possíveis.
Foi uma verdadeira farra do boi.
O Prefeito só contratou quem ele quis. Para algumas contratações, chegou a sugerir que o servidor de fora do município, transferisse seu domicilio e título para a cidade de Bertópolis.
Ao final do prazo legal do processo seletivo(seis meses) em setembro/18, seria o tempo necessário para a realização do Concurso Público conforme firmado no TAC com o MP.
Nada disso aconteceu. Muito pelo contrário, o que se viu, foi uma brecha para o Prefeito passar por cima das normas e tripudiar com a Justiça.
Diante dos abusos cometidos, muitas pessoas procuraram o Ministério Público da Comarca de Águas Formosas, para que tomasse alguma providência. Acontece que a nossa Comarca enfrenta uma enorme dificuldade com a permanência de Promotores e Juízes. Valendo-se disso, alguns gestores públicos fazem o que bem querem.
E assim, o nepotismo continuou, as contratações irregulares aumentaram e chegamos ao absurdo em constatar que a Prefeitura de Bertópolis tem hoje 286 (duzentos e oitenta e seis) funcionários . Vários deles ainda são do processo seletivo. Aqueles que residiam fora da cidade, foram demitidos.
Para refrescar a memória do povo de Bertópolis, lembramos que em Janeiro de 2013, a Prefeitura tinha apenas 143 funcionários. Será que a população de Bertópolis dobrou também?
Pelo que se vê, a recíproca não é verdadeira. A realidade que a cidade enfrenta, diante da MP 868/18 do Marco Legal do Saneamento, é deixar de ser um município e passar a pertencer a Santa Helena de Minas, que outrora sempre pertenceu a Bertópolis. 

 
A cidade de Bertópolis vive um caos administrativo sem precedentes, onde as constantes ausências do chefe do executivo, está levando a população a se mobilizar no sentido de pedir o seu afastamento. Muitos afirmam que ele é um Prefeito turista, que é mais fácil achá-lo em Belo Horizonte do que em Bertópolis.
Pessoas tradicionais da cidade já demonstram claramente a insatisfação com a atual administração e se mostram totalmente arrependidos de ter dado seu apoio. Pelos acontecimentos atuais, e pela insatisfação da população, o índice de reprovação da gestão atual deve ultrapassar os 70%.
Segundo comentários de pessoas influentes da cidade, a gestão atual tem a marca registrada dos 3F. Aí eu fiquei incomodado e quis decifrar este enigma e acabei descobrindo que os 3F, são: Farra (diárias), Festa e Foguete.

E O PODER LEGISLATIVO DE BERTÓPOLIS? Aí mora a cumplicidade...

                                               Câmara de Vereadores. A casa do Povo. 
Será que os seus integrantes, estão fazendo valer os direitos do povo?
Pelo que se vê, em Bertópolis, a Câmara de Vereadores não faz cumprir seu principal dever, que é fiscalizar as contas, os serviços, o patrimônio e aprovar leis de interesse da coletividade. Com algumas exceções, a maioria atua em defesa das ações do executivo sem levar em conta o interesse da comunidade. 
A atual presidência da casa, foi eleita e empurrada com a força do executivo.
Um executivo esperto, sempre age no sentido de colocar um Presidente fraco ou alguém que tenha o rabo preso, que possa ser manipulado e que diante de alguma irregularidade, faça vistas grossas. Este é o preço.
A Câmara de Bertópolis tem um Presidente que foi Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Deixou um rastro de má gestão, desvios, dívidas e etc. 
O vídeo abaixo rolou nas redes sociais, mostrando como foi a sua atuação no Sindicato.
O Presidente e o Prefeito selaram uma parceria perfeita.
Os demais Vereadores, com algumas exceções, seguem aquela velha máxima: eu fico do lado do poder (dinheiro). 


E as reuniões na casa do povo? Pra concluir, é melhor assistir o vídeo abaixo, que bombou nas redes sociais.
Vale alertar aos nobres vereadores, que bater boca com o eleitor é feio. É falta de decoro.
O bom político sempre entende que as críticas precisam ser feitas e devem ser objetos de aceitação por parte de quem colocou seu nome em apreciação. 
Mas, na Câmara de Bertópolis, o que se vê, não são apenas debates acalorados. São trocas de acusações, xingamentos, ofensas e indiferenças com o clamor do povo.
Está na hora de cada Vereador pensar um pouco mais em prol da Cidade e fazer como fizeram os Vereadores da Cidade de Umburatiba.
Está na hora de dar um basta na falta de Prefeito, na falta de gestão e na falta de compromisso.
Já que o Prefeito não aparece no Município,e a Prefeitura é gerida por sua esposa, os Vereadores tem que comunicar ao Ministério Público esta situação e pedir o seu afastamento. 
Isto é urgente. Só assim Bertopin voltará a ser do povo do bem!


(*) - maquiagem para escapar do nepotismo.

FERNANDO CN SILVA 
DEZEMBRO DE 2019.