domingo, 29 de maio de 2016

O CANDIDATO "PATO". Mais um causo...



Em setembro de 2009, fui a Campo Grande-MS fazer palestra sobre marketing político no 7º Encontro da União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul. Num grande auditório, havia mais de 500 assistentes. Eu sempre digo que posso falar sobre marketing político durante vários dias sem parar, pois acumulei 33 anos de prática em mais de 100 campanhas. Então, dou os fundamentos que norteiam o trabalho e abro perguntas para que temas específicos, de interesse daquela comunidade, sejam abordados.
Um dos vereadores presentes fez uma pergunta que, mesmo localizada, tem muita abrangência e me permitiu criar uma nova definição. Ele contou que, na sua cidade, o candidato a prefeito do partido era do tipo “sabe-tudo”. Sabia fazer a comunicação, sabia fazer os acordos políticos, sabia o melhor lugar para o comício, sabia escolher a música, sabia o ponto fraco do adversário, sabia o que dizer na entrevista, sabia… E a pergunta: “Como agir com um candidato assim?”.
Criei a definição na hora: “Esse é o ‘candidato-pato’. Age exatamente como essa ave. Sabe andar, mas anda mal, todo desajeitado, balançando o corpo grande. Sabe voar, mas voa mal, tem voo curto e raso, não voa alto, nem a longas distâncias. Sabe nadar, mas nada mal, não mergulha e não é rápido. Bota ovo, mas bota mal, pois o ovo é grande demais e muito pouco frequente. Foi uma gargalhada geral, pois o “candidato-pato” também é muito frequente, como o pato, que está nos quintais, mas também nos jardins e praças públicas.
Como agir com ele? Ah, eu levo na gozação e vou tocando, devagar e sempre, assim como se toca um bando de… patos! Com a ave de verdade, pelo menos, há possibilidade de se fazer um confit de canard — delicioso prato francês no qual a ave é cozida em fogo brando.

Texto de Chico Santa Rita.

sábado, 21 de maio de 2016

CRISE NO HOSPITAL CURA D'ARS DE MACHACALIS...





O Hospital Cura D'Ars de Machacalis, entidade administrada pela ACOSOMA pode fechar suas portas em breve.
Informações dão conta que parte dos serviços serão paralisados já nesta próxima segunda feira(23.05.2016).
O Hospital passa novamente por uma grave situação financeira e administrativa, sendo que médicos, funcionários e fornecedores estão sem receber há mais de seis meses.
A atual administração joga a culpa nos Prefeitos da região, sob a alegação que eles não estariam repassando os recursos para a manutenção das atividades do Hospital.
Todos nós sabemos que o problema não é somente este. Essa atual administração quis usar o hospital como cabide de empregos e barganha política para manter e ganhar votos. Não fizeram nenhum projeto de melhoria dos serviços do hospital e ficaram enganando a população o tempo todo com falsas promessas do tipo: "que tinham conseguido emendas de deputados em mais de R$1.000.000,00 (um milhão de reais)" para manter o hospital funcionando.
Ainda bem que esse grupo de mentirosos e laranjas foram arrancados do poder pela justiça, pois além dessa conversa fiada de ajuda ao Hospital, ainda divulgavam pela cidade que iriam asfaltar todas as ruas de Machacalis.
O atual Prefeito Geraldo nada pode fazer em face a esta situação. Primeiro, pelo fato do Provedor do Hospital ser funcionário da Prefeitura e, nesse caso, a lei não permite que a Prefeitura faça repasses ao hospital. A única coisa que o Prefeito poderá fazer, é cancelar o aumento de salário que foi dado ao Provedor, que se não foi caracterizado por mérito, deverá ser objeto de apuração de responsabilidades.
A população terá que se mobilizar e buscar uma saída URGENTE. #voltaiara.
Caso o Hospital Cura D'Ars paralise suas atividades, dificilmente ele conseguirá reabrir as portas. Temos exemplos de vários hospitais fechados em nossa região o que tem levado o sistema de saúde de Teófilo Otoni quase ao colapso.

Fernando Novais
Maio/2016.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

A VACA QUE TIROU O SOSSEGO DO PREFEITO...



Afogados da Ingazeira já teve um magote de prefeitos bons. Mas também teve deles ruim que só a palavra teje preso. Já ia esquecendo de registrar a passagem de uma prefeita, única na história até os dias de hoje. Entre os muitos que passaram lembro-me de Antonio Mariano de Brito que pegou um tempo ruim da febre do rato, como diz o ingnorantiu. Ah, mas o “Cavaleiro da Paz”, apelido colocado pelo radialista Carlos Ribeiro ajudou muita gente. Foi o político da pobreza. O Pneu de estepe achou de assumir a prefeitura mesmo nos quatro anos de seca. Se Graciliano Ramos tivesse passado por aqui ele ia ver a miséria do nosso povo...

O que era de caixão de defunto, de remédio, latra de leite, pacote de café e de bolacha, ele dava. Fora os coros de rato que andava nos bolsos. Vez por outra distribuía pros pé inchado encher o tolé de cachaça. Tinha uma infame de uma bolacha chamada Peteca, ô bicha ruim cachorra da molesta. Era a mais barata nos mercados. Minha mãe só comprava dela. Eu reclamava que só a bixiga. Não devia nem fazer tanta lamentação, quem mandou nascer pobre. Fica na tua rapaz! “É melhor ser pobre e ter a consciência tranqüila do que ter tudo com o remorso da desonestidade”. Tem um padre que toda hora diz isso na Rádio Pajeú. De tanto ouvir gravei no meu pobre subconsciente e não esqueço nem que a vaca tussa.

Depois que deixou a prefeitura, o “Cavaleiro da Paz” que chorava melhor dos que aqueles atores de novela em cima dos palanques, apresentou João Alves Filho como seu sucessor. O danado até que era gente boa. Honesto, trabalhador, transparente, mas era mais grosso do que papel de enrolar prego. Isso já tá manjado! Eu tô te perguntando cabra besta, mais manjado do que o jeito de Antonio Mariano fazer política e o povo ainda cai na dele! Tem uns intrusos que não nos deixa terminar a história, vai te lascar! Pois bem, seu Joãozinho ganhou a eleição e muita gente pensava que ele ia ser igual, ou melhor, do que o Mariano. Quebraram a cara. Seu Joãozinho era do estilo Barão Valadares, dizia as coisas na cara, com ele não tinha meio termo. Era uma ingnorâncias daquelas sem malícia nem maldade, uma coisa bem natural de um homem sério da roça.Trouxe muitos benefícios pra cidade. Ajudou a uma infinidade de pessoas dentro daquilo que ele via necessidade. Naquele tempo não existia essa política mesquinha.

As famílias se davam ao respeito. Hoje os pais não têm mais domínio sobre os filhos, ou seja, aquele espírito antigo de liderança. Isso tomou doril. Hoje qualquer candidato majoritário vai pedir voto numa casa aí quando vê o adesivo pregado na porta fica logo assustado, mas o cabra grita lá da cozinha: - quem vota no candidato do cartaz é meu pai, eu voto em quem me ajudar! O político que não é besta pergunta: - qual é o problema meu amigo se aprochegue? Na maior cara de pau o mardito fala bem mansinho: - Tô precisando de uma Carta de Habilitação, você é quem sabe, tem eu e minha noiva, eu garanto ainda lhe arrumar uns dez votos.

Olha que a gente fica com a brucuta quando escuta um sinistro desse. Triste dos políticos do Brasil se não fossem estes imbecis. Geni do Bar inventou de ser candidato a vereador e não deu um alfinete, mas também o triste não teve o primeiro voto, até o dele ele errou na hora de votar. Depois da eleição o petebista andava com um caderno entrevistando o povo: - você votou em mim? Claro, todo mundo ia dizer que sim. O povo é falso que só pêido de frango que sai do furico sem dar sinal algum. Geni já tava com uma lista de 1.146 pessoas que disseram ter votado nele. Coitado, depois dessa resolveu nunca mais entrar em política.

Mas voltando ao assunto, um carro havia atropelado uma vaca no Sítio Curral Velho, na zona rural do município de Afogados da Ingazeira, o dono do animal querendo tirar o prejuízo foi até a casa de seu Joãozinho pedir que ele autorizasse abatê-lo no Matadouro Público, ou seja, tirar o couro e aproveitar a carne vendendo aos amigos e até nas tarimbas do Açougue. O prefeito disse em alto e bom tom que não admitia e foi logo dispensando o proprietário que estava junto com dois amigos. Eles até que insistiram, mas seu Joãozinho não deu ouvido. Minutos depois chegaram mais dois amigos do proprietário da vaca e pediram novamente a seu Joãzinho para abater o animal e a resposta já foi com uma polpa daquelas: - Eu já disse que não, cadê o dono da vaca que eu quero dizer umas verdades a ele. Ora, será que a gente não tem direito de ficar em paz nem em casa, façam o favor de não mais vir aqui tratar desse assunto. Estou de saco cheio!

Por arte do cão, um parente de Antonio Gomes, comprador de gado, adoeceu e precisava urgentemente de uma ambulância. Como era eleitor do vereador João Amaral, Antonio Gomes o procurou para ir até a casa do ilustre prefeito. Não deu outra, eles foram bater lá. Animado João Amaral disse a Antonio Gomes: - pode deixar Antonio, vou resolver isso numa boa com Joãzinho, não é possível que um vereador não seja bem recebido na casa dele, inda mais eu que votei e trabalhei pra ele. Você vai ver a receptividade, nunca fui à casa de prefeito nenhum, esta é a primeira vez e espero que fique na história. Partiram os dois na maior tranqüilidade. Quando chegaram à casa do prefeito o encontraram assistindo ao Jornal Nacional. O vereador João Amaral bateu palma e gritou: - ô de casa! Seu Joãozinho resmungou do sofá: - não dou nem às horas.

Ele pensava que eram outras pessoas que estavam a sua procura para pedir pelo proprietário da vaca atropelada. João Amaral bateu palmas novamente e disse baixinho: - não é possível rapaz, Joãozinho está me desconsiderando. Vou chamar só mais uma vez, se ele não vier nós vamos embora: - ô de casa! Nisso seu Joãozinho pula do sofá com uma cara feia da gota serena, pior do que um maribondo quando vai dar uma ferruada na cara de um cristão. Aperreado e fechando o zíper da calça respondeu num tom daqueles, parecido com o Barão Valadares quando está com os cachorros da molesta nos couros: - Eu já disse que não viesse na minha porta, não mato, não mato e não mato! Aí João Amaral falou: que história de matar João, eu vim aqui resolver uma coisa e você vem com quatro pedras na mão. Bora Antonio deixa ele aí, pensei que ia ser bem recebido na sua casa, como a gente se engana.

Joãozinho todo desconcertado falou: - espere aí João Amaral, eu pensei que você vinha pedir pra abater a vaca daquele cabra importuno do Curral Velho. Aí o vereador disse: - que diabo de vaca rapaz, eu tenho nada a ver com isso, eu vim aqui falar um carro pra Antonio Gomes levar um parente pra Recife. Pra demover a fúria do Amaral, Joãozinho falou com muita educação: - sendo assim entre e vamos ver sua situação. Eu tô cum a cabeça Frumigando de raiva, se eu pudesse não ouvia falar em vaca hoje. Quem quiser seu meu amigo não fale desse bicho aqui dentro de casa. João Amaral respondeu: - Tu já vem com tuas ingnorâncias? Se ficar assim eu vou embora. Joãozinho fumaçando pelos ouvidos disse: - o que boba serena houve cum tu João, ô cabra bruto, inda dizem que o ingnorante sou eu, oxe!

POSTADO POR ITAMAR FRANÇA  

domingo, 15 de maio de 2016

O CAUSO DOS SEMÁFOROS. NÃO ESPALHE...






Certo Prefeito de uma cidade do interior de Minas, ao ver nomeado um amigo para comandar o DETRAN, correu a Capital  e não se fez de rogado. Foi logo pedindo :
– Meu Amigo Diretor, me arranje umas sinaleiras(semáforos) para minha cidade. Vai ser o maior sucesso. Vai ajudar muito a minha popularidade.
O Diretor, tomado de surpresa, ante tão inusitado pedido, procurou administrar a euforia do Prefeito, mas não tinha como escapar à pressão :
– Compadre, está difícil arrumar esses aparelhos. Tenho de fazer uma grande reforma aqui na capital. Mas vou me esforçar para lhe arrumar uns quatro semáforos. Mas, por favor, não espalhe. Insisto : não espalhe.
E assim foi feito. O Prefeito seguiu à risca a recomendação e colocou os quatro semáforos bem juntinhos na Rua principal da cidade bem em frente à Praça da Matriz.
E pra comemorar o feito, convidou o Diretor para vir inaugurar a importante obra. O Diretor ao chegar na cidade, um mês depois da entrega, ficou embasbacado. Viu os quatro semáforos colocados no mesmo lugar, na Praça central da cidade.
E diante da surpresa em ver os quatro semáforos ali juntinhos, fez a seguinte pergunta ao Prefeito : “por que você mandou colocar todos eles ali naquele lugar” ? Sorriso no canto da boca, o prefeito respondeu :
– Ora, compadre, você esqueceu ? Me lembro bem: você bem que me pediu para não espalhar. Por isso, coloquei eles bem juntinhos.

Para não perder a graça da coisa, prefiro não fazer nenhum comentário sobre o tipo de políticos que estamos elegendo.
Texto da internet.
Adaptado por Fernando Novais
Maio/2016.

sábado, 14 de maio de 2016

A DOR DE BARRIGA REPENTINA DO PREFEITO.







Havia numa cidade que eu não vou citar nome, mas o leitor deve interpretar e associar a quem bem entender um prefeito arrogante da febe do rato. Poupeiro que só jumento ruim, metido a importante e capcioso pra caramba... Ainda pra riba grosso que só papel de enrolar prego.


Certa feita, duas mulheres resolveram ir à casa do dito cujo pedir uma ajuda para comprar umas cestas básicas. Não deu outra. Meteram os pés na estrada e foram na esperança de serem atendidas e colocarem alguma coisa no fogo, pois, já era quase meio dia e as panelas estavam vazias. De longe avistaram o prefeito sentado numa cadeira na maior tranqüilidade. Quando se aproximaram, notaram o brutongo saindo às carreiras para o interior da casa. Imediatamente o homi tomou Doril. Ora, sumiu...



Aí uma delas sem saber do que se tratava indignada virada num maribondo doido pra dar uma ferruada no rabo de um cristão falou: - oi a peste muié, bem que disseram que esse mardito num gosta de pobre. Fia, o infeliz assim que viu a gente correu, parecia um relâmpago, desapareceu num minuto. A outra respondeu: - eu te disse que muita gente falava que esse desgraçado é ruim que só a gangrena. Sorte nossa porque ele correu, pior é se ficasse, aí você ia ver o cão chupando manga. O bicho ia dar tanta poupa que você ia descer aqui virada na molesta. Aí veio a decisão. - Sendo assim muiézinha vamos embora, melhor do que levar esporro. As duas desceram a rampa fumaçando e bufando de raiva.



Mas o cabra quando pega uma má impressão é a brucuta mesmo! Deixa que o infeliz do prefeito por coincidência naquele momento sentiu uma dor forte na barriga e teve que correr as pressas para o cagador, de luxo claro. Mas também tem uma coisa, a merda dele fede igual à de um pobre, ou quem sabe até pior. Dizem as más línguas que é bem pior, já que essas pestes só comem enlatados, com preguiça de cozinhar e mais ainda de gastar gás de cozinha.



Quando saiu do banheiro, depois da caganeira repentina, o homem 100% ingonorante, perguntou a uma das pessoas que estava na proximidade: - cadê aquelas duas muié que vinham quando eu corri para o banheiro? Alguém respondeu: - saíram bufando de raiva senhor prefeito, inclusive lamentando a sua ausência repentina. Logo, esse pobre alguém ouviu as dóceis palavras do bichão: - mas agora sim, eu vou deixar de fazer minhas necessidades biológicas pra tá atendendo o povo, quem quiser que me procure na prefeitura.



Moral da história: “Quando o camarada ganha uma fama, por mais que esteja certo, há de alguém divergir ou duvidar”.



Qualquer semelhança com algum prefeito da região será mera coincidência!



Pelo amor de Deus, não e venham com futriquinhas! O causo foi criação de minha cabeça e o prefeito (autor sem nome) mora onde o Judas perdeu as botas.



Oh, coisa sem graça. Eu te perguntei alma cebosa? Fica na tua rapaz, quem te chamou aqui. Eita mundo pra ter gente ruim!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Atraso Fatal!!!



O Padre recebia um jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia do interior. O prefeito da Cidade foi incumbido para entregar o presente e proferir um pequeno discurso. O prefeito se atrasou e o sacerdote, então, decidiu proferir umas palavras:


- "Como o tempo passa rápido... apesar desse tempo todo, ainda me lembro como se fosse hoje, da primeira confissão que ouvi.  Pensei que o bispo tinha me enviado a um lugar terrível, pois a primeira pessoa que se confessou me disse que tinha roubado um aparelho de TV, que tinha roubado o dinheiro da Prefeitura, comprou votos para ser eleito, corrompeu o Juiz e o dono do Cartório, falsificou um monte de títulos de eleitores fantasmas e também tinha roubado a firma onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do Secretário e com a namorada do dono da empresa de ônibus. Sempre que tinha oportunidades, se dedicava ao trafico e a venda de drogas e para concluir, confessou que tinha transmitido uma doença à própria irmã... Fiquei assustadíssimo...



      Mas com o passar do tempo, entretanto, fui conhecendo mais gente que em nada se parecia com aquele homem... Inclusive vivi a realidade de uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio".


      Justo nesse momento chega o prefeito e foi lhe dada a palavra, para entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso dizendo:



- "Nunca vou esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia... Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar com ele... ainda me lembro da cara de assustado dele". 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

VAGA DE EMPREGO. PROCURA-SE UM CANDIDATO.


MACHACALIS - MG
Salário: R$14.266,43 (quatorze mil, duzentos sessenta e seis reais e quarenta e três centavos).
Data da seleção: 02.10.2016
Benefícios:
 - Gasolina por conta
- Diárias de até R$1.800,00 quando em viagens para Belo Horizonte
- Veículo novo 24 horas à disposição para o candidato e sua família
- Tratamento de saúde por conta para toda família
- Advogados por conta
- Participação em Congressos, Seminários, Encontros, sem qualquer ônus.

Exigências:
- Não precisa ter nenhum tipo de formação
- Tem que ser maior de 18 anos
- Ser eleitor e estar em dia com a Justiça Eleitoral
Dados da Empresa:
Ø  Prefeitura Municipal de Machacalis
Ø  Número de Funcionários: 362
Ø  Orçamento Anual: 12.000.000,00
Ø  População: 6.976 habitantes
Ø  Área: 332.378 km²
Ø  Eleitores: 5.486

Comentários –
O Brasil vive um caos político e no campo econômico estamos praticamente falidos. Com toda certeza, a grande culpa é nossa, por não ter juízo e responsabilidade na hora de escolher  os nossos representantes na esfera política. E isto vale muito para a cidade de Machacalis. Enquanto o povo clama por saúde, educação, transporte e segurança, os líderes políticos de nossa cidade, estão preocupados com qual desenho figurativo irão colocar para ser o comandante da cidade, focando suas propostas exclusivamente no âmbito pessoal, negociando a distribuição de cargos, verbas, propinas e até a divisão do salário. Pode uma coisa desta? E os interesses coletivos como ficam?
Não vejo uma discussão de perfil, de formação, de caráter, de experiência. Parece que nada disso vale.  Quando faço uma análise com os políticos dos tempos passados, vejo nomes de lideranças (prefeitos) que se preocupavam com o crescimento da cidade e bem estar do nosso  povo. Exemplos como: Waldemar Dantas, Aurélio Silva, Pedro Dias, Adamir Leite, José Dantas, Gilvânio Moura. Nem preciso citar alguns outros,  pois estiveram à frente da Prefeitura com o olho apenas no salário  e demais benesses do cargo.
Numa rápida pesquisa na cidade de Teófilo Otoni, não consegui encontrar em nenhuma grande empresa, executivo que ganhe R$14.000,00 (quatorze mil reais) mensais. Este salário se equipara aos ganhos de Executivos de empresas multinacionais, os quais administram patrimônios na casa dos bilhões de reais.
É importante que o povo saiba realmente o quanto está pagando para o administrador municipal, para que se faça uma discussão em torno da redução destes exorbitantes valores pagos. É grande a repulsa dos eleitores quando vê um político com um salário de marajá e a população da cidade vivendo na mingua, ante a atual crise que estamos vivendo.
Na gestão anterior (março2012), o salario do Prefeito era de R$8.469,00. A atual legislatura reajustou o salário do Prefeito para R$12.750 (jan/2013). Em 2014, novamente houve reajuste e o salário passou para R$14.167,00. Houve outro reajuste em nov/2015 e o salário do Prefeito passou para R$14.266,00. Pela velocidade dos aumentos, creio que agora em 2016 o Prefeito de Machacalis irá ganhar uns R$20.000,00 mensais.
Fica aqui um comparativo para todos os trabalhadores do município: o servidor que neste período (2013/2015) não obteve 68% (sessenta e oito por cento) de reajuste em seus vencimentos, deve cobrar os mesmos direitos junto ao executivo/legislativo local. Alô SINDIMMAC MAXAKALIS, essa bola é de vocês!
Salário melhor e maior para quem realmente trabalha e produz. Esta é minha mensagem para todos os trabalhadores!
Fernando Novais
Maio/2016