terça-feira, 12 de março de 2024

PREFEITO ANJINHO DE BERTÓPOLIS CASSADO POR CORRUPÇÃO. JUSTIÇA TARDIA...

Prefeito de Bertópolis Anjinho é cassado, presidente da Câmara assume, e cidade terá duas eleições para prefeito neste ano

Prefeito de Bertópolis Anjinho é cassado, presidente da Câmara assume, e cidade terá duas eleições para prefeito neste ano

Após ampla batalha judicial movida pelo ex-prefeito Lozão, Anjinho Depollo (PSD) foi afastado definitivamente do comando da Prefeitura de Bertópolis.

O processo começou logo após as eleições de 2020, quando Depollo foi reeleito no pleito. Ele assumiu para o mandato 2021-2024, porém, foi processado por abuso de poder econômico.

O juiz eleitoral local julgou improcedente a ação. A oposição recorreu, e, em segunda instância foi ditada a cassação, já em 2022.

“Na sessão de 8 de março [de 2022], o Tribunal Eleitoral mineiro, por quatro votos a dois, reformou a sentença de primeira instância e cassou os mandatos do prefeito de Bertópolis (Vale do Jequitinhonha/Mucuri), Aristides Angelo Rossi Depolo (PSD), e do vice-prefeito, José Pinto Coelho (PTB), por abuso de poder político e econômico”.

Da decisão coube recurso e os cassados permaneceram no cargo até o julgamento de eventuais embargos de declaração, quando a execução do julgado aconteceu, como determinado pela Corte Eleitoral.

Anjinho voltou a perder durante julgamento dos embargos, mas, novamente recorreu e se manteve no cargo, até esta última decisão que o afastou de vez.

De acordo com a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) proposta pelo partido Democratas de Bertópolis contra Aristides Depolo, José Pinto Coelho, Gilvânio Fagundes de Sousa e Ildásio Ferreira Rosa Carrieiros (dois últimos candidatos a vereador), os investigados teriam promovido as doações irregulares de lotes de terreno pertencentes ao Município de Bertópolis, bem como de serviços e insumos para construções de currais e reformas de casas, além da concessão de vantagens em dinheiro advindas de conta do Fundo de Participação Municipal, tudo com finalidade de cunho eleitoreiro. Segundo o autor, tais fatos configurariam a prática de conduta vedada, abuso de poder político/econômico e captação ilícita de sufrágio.

O presidente da Câmara, Cau Rais, diante da decisão, assumiu hoje (11) o Executivo, até novas eleições ser marcadas pelo TRE. Lozão é pré-candidato a prefeito.

Com isso haverá duas eleições para prefeito este ano em Bertópolis, uma provavelmente em abril, e outra em outubro.

Reprodução. Fonte: Jornal Diário Teo

A gestão do ex-prefeito Anjinho está marcada na história de Bertópolis, como uma das piores administrações de todos os tempos.

Se não fosse pela demora da justiça, ele estaria fora do   cargo há muito tempo.

Inclusive, o Ministério Público recomendou sua cassação por improbidade administrativa.

Agora, é virar a página e que os eleitores de Bertópolis façam  melhores escolhas.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

FAMÍLIA NOVAIS E SILVA & AMIGOS - TERCEIRO ENCONTRO

 A Família Novais & Silva e Amigos, se encontrarão em Porto Seguro, na Praia de Taperapuan, nos dias 28/12/2023 até 02/01/2024.

Será um momento inesquecìvel, pois reunirão parentes de várias cidades, como: Machacalis, Belo Horizonte, Contagem, Caxias do Sul-RS, São Paulo-SP, Bertioga-SP e Maceió-Al.

Será o Terceiro Encontro da Família Novais e Silva, e como nos demais, será de muita conversa boa, risadas, comidas típicas, passeios pelas belas praias de Porto Seguro e, ainda por cima, curtir o Reveillon no complexo turístico do Axé Moi. Tudo de bom mesmo!
                                           
      

              


A Família Novais & Silva, tem suas raízes na pequena cidade de Machacalis, localizada no Vale do Mucuri no Estado de Minas Gerais. A origem paterna vem da cidade de Jussiape/Ba e a origem materna vem do Vale do Jequitinhonha.
Esse momento está sendo esperado e preparado desde o inicio de março/2023 e, sob as bençãos divinas, esperamos que tudo transcorra em harmonia, diversão e paz.
Porto sua linda, a caravana dos Novais está chegando. Até lá!


"Família é um local privilegiado para os grandes encontros da vida. Se por um lado as relações familiares nos convidam a construirmos pontes, por outro lado vivemos em tempos nos quais as reuniões familiares passam por um certo desgaste. Somos chamados a construir relações sólidas, maduras e cristãs em nosso ambiente familiar.

Os encontros na família começam bem antes de os filhos serem gerados. Começa na nossa família, lugar onde fomos criados e educados, onde fizemos ou não as nossas primeiras experiências cristãs. Somos frutos de uma família e grande parte do que somos devemos a ela. E é essa experiência, que acumulamos no convívio de nosso lar, que levaremos conosco para a família que, um dia, iremos formar. São muitos os aspectos que compõem aquilo que somos: personalidade, manias, medos, traumas, bloqueios… Carregamos conosco a carga humana e desumana de relacionamentos que vivenciamos. Somos, hoje, o fruto de uma semente cuidada por uma família".


                                                           


Fernando Novais
dez/2023


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

EDMILSON ALVES É EMPOSSADO VEREADOR EM BERTÓPOLIS

 Edmilson Alves-Milsin, concorreu ao cargo de vereador na Cidade de Bertópolis em 2016 e obteve 109 votos, ficando com a primeira suplência da coligação.

Com a vancia ocorrida na mara Municipal de Bertópolis no mês de julho/2020, a vaga seria naturalmente de Milsin. Ele aguardou ser chamado para ser devidamente empossado no cargo. Mas, por uma tramoia, um jogo sujo e covarde, a Presidência da casa armou o circo para dar posse ao segundo suplente. Ao saber dessa informação, Milsin recorreu à justiça para fazer valer seu direito.De pronto, o Juiz atendeu seu pleito, determinando ao Presidente da Câmara, Valdionor Ramalho-Dô, a posse de Edmilson Alves, primeiro suplente, no prazo de 48 horas, sob as penas da lei.

E, para cumprir fielmente a determinação do Juiz, o Presidente Valdionor, convocou uma seção extraordinária, para o dia 04 de agosto às 8 horas da manhã. E assim foi feito, e o Edmilson Alves-Milsin se tornou vereador de fato, para cumprir o mandato até dezembro de 2020.

Eis o discurso proferido pelo Vereador Edmilson Alves, no ato de sua posse: 

"Nobres colegas, ...

É com imenso prazer, que volto à esta casa legislativa na condição de Vereador, tendo sido empossado nesta data, sendo o primeiro suplente e com o direito garantido pela justiça, em substituição ao meu colega Estevão, In Memoria. É deveras triste. Desde já, estendo os meus mais elevados sentimentos à família de Estevão e peço 1 minuto de silêncio em respeito ao seu falecimento.

Ao voltar a esta casa, quero reafirmar o meu compromisso com o povo de Bertópolis e com os eleitores que me depositaram a sua confiança, que farei o possível e o impossível para não decepcioná-los.

Além da formalidade aqui prestada no meu juramento, podem ter certeza que serei um Vereador combativo aos casos de desvio dos recursos públicos. Serei combativo no uso da máquina pública para atender interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos.

Vivemos momentos de mudanças. Vivemos momentos totalmente estranhos aos tempos vividos anteriormente. Vivemos uma pandemia que assusta o mundo e tem ceifado milhares de vidas.

Junto a vocês, meus colegas, reafirmo a independência dos poderes e peço juízo aqueles que se curvam diante das falsas promessas. O povo sabe julgar. O povo saberá julgar muito bem.  Pense nisso!

Creio na justiça e sou confiante de que o bem sempre vencerá o mal. Assim sendo, agradeço ao carinho de todos que estiveram e estão comigo nesta e em tantas outras caminhadas. Obrigado meu povo querido.

Obrigado Bertópolis, cidade que tanto amo.

Que todos tenham um excelente dia!

Edmilson Alves - Vereador - PSDB 45  

O jogo sujo não terminou com a posse. Várias reuniões foram realizadas em portas fechadas da Prefeitura no gabinete oficial, onde as tratativas foram para tentar de todas as formas, tomar o cargo do Vereador empossado. Este jogo espúrio entre o executivo e o legislativo, culminou com um agravo de instrumento impetrado pela mara Municipal de Bertópolis na pessoa do Presidente, patrocinado de forma obscura e com interesses mais obscuros ainda. O mesmo Presidente disse em plenário, que a mara não dispõe de dinheiro para ter um jurídico, e ao mesmo tempo, se ajoelha diante do executivo local para defender interesses estranhos. Ele ainda disse mais: "a nossa Lei Orgânica está ultrapassada... "

Abaixo, agravo de instrumento impetrado pelo Presidente da mara:

NÚMERO TJMG 1.0000.20.485107-5/001

NUMERAÇÃO ÚNICA: 4851083-19.2020.8.13.0000


LEGISLATIVO SUBMISSO AO EXECUTIVO = Mistura explosiva.     "As prisões do Prefeito Municipal, do Secretário Municipal e de 7 (sete) Vereadores, bem como o afastamento para o exercício dos respectivos cargos, decorrem de pedido formulado pelo Ministério Público em face do Chefe do Executivo de Ladário, Carlos Anibal Ruso Pedroso, do atual Secretário Municipal de Educação e de membros da Câmara Municipal, para garantia da ordem pública, por suposta prática dos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, previstos no Código Penal, em razão da existência de elementos acerca de conluio entre o legislativo e executivo de Ladário, em esquema popularmente conhecido como “mensalinho”.


  

  

  

 

  

 

 

 









segunda-feira, 3 de agosto de 2020

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BERTÓPOLIS NEGA POSSE DE SUPLENTE.

                                                 

                              Com a vacância pela morte do Vereador Estevão Ribeiro de Souza em 17.07.2020, a Câmara de Vereadores, seguindo seus normativos internos e leis vigentes, deveria no prazo de 48 horas, providenciar a posse do primeiro suplente diplomado na última eleição. Numa manobra sórdida, o Presidente da Câmara, Vereador Valdionor Ramalho–Dô, se articulou com o chefe do executivo local e alguns vereadores e pretendiam passar por cima das normas, para dar posse ao segundo suplente. Ao tomar conhecimento dos fatos, o primeiro suplente Edmilson Alves acionou o Presidente da Câmara com um requerimento no dia 20.07.2020, para que ele providenciasse a sua posse. Acontece que o Presidente Dô, sequer respondeu ou deu qualquer importância ao pedido com a intenção de ganhar tempo. A trama macabra teria seu desfecho final no dia 31.07.2020, dia da reunião ordinária da Câmara, onde o circo estava armado para dar posse ao segundo suplente. Ao tomar ciência desses fatos o primeiro suplente Edmilson Silva, recorreu à justiça e impetrou um mandado de segurança para fazer valer seus direitos. O juiz da Comarca de Aguas Formosas deferiu liminarmente em favor de Edmilson Silva dia 30.07.2020 e determinou ao Presidente da Câmara de Vereadores, a posse dele no prazo de 48 horas. 

O Juiz assim decidiu: “ No que diz respeito ao perigo da demora, este é evidente, na medida em que o impetrante encontra-se impedido de exercer o cargo de vereador, em que pese tenha sido diplomado como suplente, de tal sorte que a inércia da autoridade impetrante em realizar a nomeação afigura-se, em princípio, ilegítima e ilegal(grifo nosso). Assim sendo, com fundamento na Lei 12.016/2008, DEFIRO A LIMINAR REQUERIDA, para determinar que a autoridade coatora convoque e dê posse ao impetrante, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, nos termos do art. 62 do Regimento Interno da mara Municipal de Bertópolis, sob pena de configurar crime de desobediência, sem prejuízo de outras medidas judiciais cabíveis.

Intime-se a autoridade coatora da liminar, COM URGÊNCIA.”  

Assim sendo e para fazer valer o cumprimento da ordem judicial, o oficial de justiça chegou em Bertópolis no dia 31.07.2020 às 9 horas da manhã. Dirigiu-se ao prédio da câmara com a finalidade de dar conhecimento ao Presidente da decisão judicial. Ao ser informado que o oficial estava à sua caça, O Presidente Dô evadiu-se da câmara, deixou seu carro estacionado numa rua paralela à Prefeitura e não realizou a reunião que estava prevista. O oficial de justiça ficou na cidade até às 18 horas aguardando a sua presença, sem sucesso.

Mas, a justiça não dorme om olhos dos outros, e hoje bem cedinho, no raiar do dia, sol se abrindo ainda, eis que a justiça se desloca até a fazenda do Vereador Dô, e o pega de surpresa, fazendo tomar conhecimento da ordem judicial, dando a sua respectiva ciência.

Que papelão né Senhor Presidente da Câmara? Será que seus eleitores irão coadunar com o desrespeito que V. Sa praticou contra a Justiça? ISTO FOI UMA VERGONHA!!!


A imagem pode conter: 1 pessoa, texto que diz "PROCURA-SE! DÔ PRESIDENTE DA CÂMARA MUN DE BERTÓPOLIS Fugiu da Justiça para não receber uma Ordem Judicial. DESAPARECIDO DESDE ÀS 10 HS DA MANHĂ DO DIA 31-07-2020"
oficial de justiça da Comarca de Águas Formosas

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Tribunal de Contas vê falhas na arrecadação de impostos e vai auditar cidades mineiras.


Tribunal de Contas vê falhas na arrecadação de impostos e vai auditar cidades mineiras

Presidente Cláudio Terrão destaca despreparo dos municípios e problematiza que ineficiência gera maior dependência de repasses da União e dos estados.


Por Flávia Cristini e Patrícia Fiúza, G1 MG e TV Globo — Belo Horizonte



Cidade de Bertópolis, Foto: Quequeu Viana/Arquivo pessoal



Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) aponta irregularidades na arrecadação de impostos em municípios mineiros, sobretudo em pequenas cidades. Segundo o tribunal, há ineficiência na cobrança por causa de isenções e renúncias fiscais indevidas, o que gera maior dependência de repasses vindos dos governos estadual e federal.


“A palavra é desconhecimento”, disse o presidente do tribunal, Cláudio Terrão, destacando que o despreparo de prefeitos é uma das principais causas. Abaixo, o G1 lista dados informados pelo TCE, explica pontos do diagnóstico, repercute com as cidades e ouve um especialista sobre a legislação.



Conforme o levantamento do TCE-MG, há munícipios com arrecadação zero de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis referente ao ano de 2016. São elas: Senador Cortes, na Zona da Mata; Santa Rosa da Serra, no Alto Paranaíba; e Juramento, no Norte.


O levantamento também apontou que, em 568 dos 853 municípios, a receita proveniente de transferências da União e do estado correspondeu a mais de 80% do total arrecadado entre 2013 e 2016. As informações são declaradas pelos municípios. Para fazer o diagnóstico, o tribunal comparou o montante arrecadado por meio de tributos municipais com o valor transferido.


Há casos em que a receita vinda de fora ultrapassa 90% do total arrecadado no período. São 163 cidades que arrecadaram bem pouco em impostos municipais, dentre as quais se destacam:


Percentual de dependência dos repasses da União e do estado:



Bertópolis (Vale do Mucuri): 96,94%;
Grupiara (Alto Paranaíba): 96,49%;
Conceição de Ipanema (Rio Doce): 96,30%;
Chalé (Zona da Mata): 96,34%;
Sardoá (Rio Doce): 95,77%.




Outro dado informado refere-se ao período de 2016, no qual 75 das 853 cidades mineiras arrecadaram menos de R$ 5 mil com o IPTU. Também em 2016, a receita arrecadada com todos os impostos não ultrapassou 70% da estimada inicialmente em 114 do total de municípios mineiros. O ranking completo de qual cidade está melhor ou pior em políticas arrecadatórias não foi divulgado.




“O mais elementar que nós encontramos nisso tudo foi realmente o desconhecimento, o despreparo do gestor público no que diz respeito à capacidade de arrecadar", disse Terrão.




“O mais elementar que nós encontramos nisso tudo foi realmente o desconhecimento, o despreparo do gestor público no que diz respeito à capacidade de arrecadar, de instituir uma política de arrecadação, uma política fiscal. Isso realmente foi impactante ”, disse o presidente do TCE-MG, Cláudio Terrão.


De acordo com o TCE-MG, a finalidade do projeto não é aumentar alíquotas de tributos e sim entender as razões da ineficiência para implementar um modelo de cobrança.


Após o diagnóstico, o próximo passo será uma auditória, que começa em agosto. O trabalho de campo será feito em 14 cidades para analisar as particularidades de cada administração (veja a lista mais abaixo) e propor um trabalho de cooperação.


Técnicos do tribunal vão até os municípios com a proposta de aprofundar o diagnóstico e entender as causas da ineficiência. Eles vão avaliar, por exemplo, se as cidades possuem Código Tributário, Secretária de Finanças estruturada, se promovem concurso público para o cargo de auditor fiscal, se fazem o lançamento anual do IPTU e a forma de cobrança da dívida em caso de não pagamento.



De acordo com o tribunal, são duas por região, sendo uma com a arrecadação fraca e outra com melhor resultado. A justificativa é que a metodologia permite a comparação de dados entre cidades com o mesmo contexto regional, o que vai facilitar a troca de boas práticas.


Sem a devida arrecadação, serviços básicos podem ser prejudicados.


“Como é que os municípios podem atender as demandas sociais, prestar os serviços adequados, educação, saúde, segurança se eles não conseguem captar os seus recursos próprios, se eles não têm uma infraestrutura, um planejamento político-administrativa fiscal adequado”, questiona o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.




Metas e ajustamento




A partir da auditoria, o tribunal vai apontar os problemas encontrados e firmar com os prefeitos um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) para que o gestor público faça as correções até 2020, fim do mandato. Algumas metas vão ser definidas em prazo menor com o acompanhamento de um técnico do tribunal. O descumprimento está sujeito a punições, como multa para o gestor e não para o município.



Ainda conforme do TCE, as informações levantadas podem ainda influenciar na análise da prestação de contas anual do prefeito, que é definida na Constituição do Estado e na Lei Orgânica do Tribunal de Contas.



“O que nós vamos fazer agora é, de alguma maneira, colaborar com eles [prefeitos e municípios]. Primeiro numa linha pedagógica, auxiliando a estruturar as suas áreas de arrecadação de receitas", disse o presidente do TCE-MG.




“O que nós vamos fazer agora é, de alguma maneira, colaborar com eles [prefeitos e municípios]. Primeiro numa linha pedagógica, auxiliando a estruturar as suas áreas de arrecadação de receitas. Este diagnóstico espelhou um problema sério em relação aos municípios mineiros. São falhas e irregularidades. Até porque se pode até dizer ilegalidades porque afronta o artigo 11 e muitas vezes o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o presidente do TCE-MG, Cláudio Terrão.


A preocupação em relação às receitas dos municípios é uma novidade na atuação do tribunal, voltado para análise das despesas públicas, sendo este o primeiro levantamento. “A partir do momento que houve esta crise econômica, o problema ficou evidente porque se destacou ainda mais a dependência dos municípios destas entidades regionais, no caso, os estados, e da entidade central, que é a União”, explicou Terrão.





Legislação




De acordo com um especialista em direito público ouvido pelo G1, toda cidade deve estabelecer as regras fiscais. “Todo município tem que ter um Código Tributário Municipal fixando as regras para a cobrança dos tributos de sua competência, fixando as alíquotas e a forma de cobrança, exercendo sua autonomia”, disse o advogado Flávio Bozon.


Há previsão legal de isenção justificada. “Segundo determina a Lei de Responsabilidade Fiscal é possível sim a renúncia de receitas, mas ela tem que vir antecipada por um estudo do impacto e pela indicação de outra fonte de custeio para por ventura suprir a receita do qual o ente está abrindo mão”, explicou.


Bozon ressalta que, como a União arrecada a maior parte dos tributos, haverá dependência dos municípios, contudo, este não pode se eximir de deveres. “Ainda que baixa ou reduzida a arrecadação dos tributos, era dever do ente municipal promover a cobrança”, disse ao comentar casos em que não houve recolhimento.




Zero ou pouca arrecadação




O G1 procurou as cidades citadas no levantamento do TCE-MG.


A Prefeitura de Senador Cortes afirmou que, em 2016, arrecadou R$ 52.343,43 com o IPTU, conforme levantamento do Setor de Arrecadação Fazendária. A cidade consta no diagnóstico do TCE-MG entre as cidades que declararam arrecadação zero.



A reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura de Santa Rosa da Serra e aguarda retorno da Prefeitura de Juramento.


Em relação à baixa arrecadação interna, o município de Conceição de Ipanema informou que 10% da população paga o IPTU. Segundo o diretor de Tributos e Patrimônio, Alex da Mata, nas gestões anteriores, o valor foi fixado em R$ 70 para qualquer imóvel, sendo o pagamento espontâneo e os devedores não foram inscritos em dívida ativa.


Ele afirma que a forma de cobrança está sendo restruturada, e um trabalho de medição em andamento será concluído ainda em julho. Há também cobrança de ITBI, alvarás e licenças, Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), que geram pouca receita.


Em Grupiara, os valores são bem defasados, de acordo com o controlador interno, Marcos Ribeiro. Segundo ele, é feita uma cobrança mínima da população, pois a maioria recebe salário mínimo, e um aumento poderia comprometer a renda. O município informou que, em 2016, arrecadou R$ 10.283,06 com IPTU. A cidade não tem comércio forte e nem indústria instalada, o que inviabiliza outras arrecadações.


A Prefeitura de Bertópolis afirmou que, em 2016, arrecadou apenas R$ 644,57 com o IPTU e justificou que o Código Tributário e o cadastro imobiliário do município estão defasados. Como os devedores não são incluídos em dívida ativa, não há preocupação de contribuintes com a inadimplência. Além disso, informou que há áreas sem legalização e recolhimento de impostos.


Ainda a segundo a administração municipal, a situação contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal e, desde o início da atual gestão, estão sendo adotadas medidas como regularização de imóveis urbanos, readequação de normas fiscais e modernização do banco de dados de contribuintes.